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Dono da Havan pede desculpas à população e colaboradores fazem protesto em Cacoal

publicado em 07/09/2017 10:43

Em um vídeo de 3 minutos, Luciano Hang, dono da Havan, que é a maior rede de lojas de departamento do Brasil, fez um desabafo indignado contra a decisão judicial que impediu a empresa de abrir as portas ao público nesta quinta-feira, 7 de setembro, em Cacoal/RO. O alvo das críticas é o presidente do Sindicado dos Empregados no Comércio Local (Sintracom), Francisco de Assis Lima, que esta semana entrou com ação para proibir o expediente na loja, inaugurada em julho no município. A Havan Cacoal é a única entre as 100 filiais da rede, em 15 estados brasileiros, impedida de trabalhar neste feriado.



A decisão judicial provocou também uma mobilização dos 200 colaboradores da loja na manhã de hoje. Com cartazes e faixas em punho, eles se concentraram na praça central e desfilaram pela cidade, reivindicando o direito de trabalhar e pedindo respeito às suas escolhas. Palavras de ordem como \"O Sitracom não nos representa\" e \"Queremos trabalhar\" deram o tom da manifestação pacífica e espontânea dos funcionários. Os colaboradores da filial Cacoal manifestaram o desejo de trabalhar no feriado porque são motivados com um plano de benefícios que supera o que prevê a Convenção Coletiva da região. As vantagens incluem folga semanal, PPR, comissões, prêmios, vale-refeição, entre outros, que somam até R$ 6 mil anuais por colaborador.



Para Luciano Hang, a atitude do Sintracom é intransigente e um retrocesso. Impedir por vias judiciais a abertura do comércio, segundo o empresário, é estar na contramão de uma realidade urgente no Brasil. Ele afirma que o momento é de movimentar livremente a economia para gerar riquezas e empregos nas cidades, tirando o Brasil do atraso e do caos econômico em que se encontra. \"Em um país com 14 milhões de desempregados e uma economia fragilizada é um absurdo que as instituições se posicionem contrárias a quem ainda está investindo e gerando oportunidades. Essa atitude prejudica os empresários, mas também a população em seu direito de comprar e os empregados em seu direito de trabalhar para garantir emprego e vida digna\", diz o proprietário da rede.

\"É lamentável que em pleno século 21 e bem no Dia da Independência, que marca a liberdade do País, sejamos impedidos de exercer nosso direito ao trabalho e à contribuição para o desenvolvimento do Brasil\", desabafa o empresário, em um pedido de desculpas à população.

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